HIPNOTERAPIA – HIPERATIVIDADE – Karma

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HIPNOTERAPIA – HIPERATIVIDADE


O sintoma “hiperatividade” por si só, pouco diz ao especialista, uma vez que sendo um sintoma inespecífico, pode ocorrer em múltiplas situações do dia a dia de crianças e adultos normais, sem causar qualquer espécie de problema. Entretanto, não raro, a hiperatividade pode ser de difícil avaliação quanto ao grau de comprometimento, especialmente em crianças menores. Daí haver a demanda de uma avaliação cuidadosa da hiperatividade e seu modus operandis em todos os contextos da vida da criança ou adulto, bem como a observação do grau de sofrimento, prejuízo e comprometimentos decorrentes do comportamento hiperatividade à criança, à família e à qualidade de vida do sistema familiar como um todo.

Em geral o hiperativo é desatento, não possui um bom desempenho na escola e tende a ter problemas com a leitura e outras tarefas acadêmicas. Frequentemente esse transtorno pode ser acompanhado de outros atrasos no desenvolvimento como dificuldade na fala e falta de habilidade (dispraxia). Em presença de comprometimento em múltiplos setores e presença de sofrimento e prejuízos, a hiperatividade será classificada como patológica.

A hiperatividade pode se manifestar em qualquer idade e sexo embora a sua prevalência seja maior nos meninos.


A Hiperatividade é uma condição física que se caracteriza pelo sub-desenvolvimento e mau funcionamento de certas partes do cérebro, nomeadamente:

  • Lobos Frontais – Os 2 lobos frontais são as partes do cérebro menos desenvolvidas cerebro-hiperatividade-peq-1nos hiperativos. Para além de serem mais pequenos,  a comunicação entre neurónios, o uso do glicogénio e oxigénio e a circulação sanguínea nesta parte do cérebro é pouco eficiente. As principais funções dos lobos frontais são a atenção, tomada de decisões, planeamento, organização, resolução de problemas, consciência e controlo de emoções.
  • Corpo Caloso – Canal de comunicação entre o hemisfério esquerdo e direito do cérebro, constituído por mais de 200 milhões de fibras nervosas
  • Gânglios da Base ou Núcleos da Base – Responsáveis pelo movimento, controlo dos músculos, aprendizagem, coordenação para além de desempenharam um papel muito importante no controlo da impulsividade, na intenção dos movimentos e controlo dos movimentos voluntários. Para além de terem, a par dos lobos frontais, a responsabilidade de regular o sistema de recompensa do cérebro.
  • Cerebelo – Também conhecido como pequeno cérebro, é responsável pelo controlo motor ou seja tudo o que está relacionado com os movimentos do corpo humano. Mas muitos estudos recentes começam a provar que também tem um papel muito importante na linguagem, memória, atenção e regulação das emoções
  • Sistema Dopaminérgico – Falta de e/ou Recaptação Precoce do Neurotransmissor – Dopamina
  • Sistema Noradrenérgico – Falta de e/ou Recaptação Precoce do Neurotransmissor -Noradrenalina

Mas também pela menor e menos eficaz atividade elétrica, menor circulação sanguínea no cérebro e má gestão da glucose que é o principal combustível do cérebro.

Tudo isto leva a que haja uma má comunicação entre neurónios, má comunicação e falta de sincronização entre as várias partes do cérebro.


Tipos de Hiperatividade

Predominantemente Desatento

Dificuldade em prestar atenção e manter a concentração por períodos de tempo a assuntos que são pouco interessantes para a pessoa.

Predominantemente Hiperativo & Impulsivo

Dificuldade em manter -se sossegado no mesmo local quando a tarefa ou conversa que estão a ouvir não é interessante para a pessoa. Outro aspeto é a dificuldade em parar para pensar/analisar as consequências da ação que está prestes a iniciar.

Combinado Desatento + Hiperativo

É o mais comum dos 3 tipos de hiperatividade. A pessoa é desatenta, hiperativa e impulsiva.


Causas da Hiperatividade

As causas da Hiperatividade são um aspeto em que os especialistas mais credíveis parecem estar de acordo.

As causas da Hiperatividade são genéticas e ambientais.

A Hiperatividade é “ativada” quando certos fatores ambientais afetam um determinado código genético.

Está provado cientificamente que a Hiperatividade é hereditária ou seja quando uma pessoa é corretamente diagnosticada com Hiperatividade, o pai, a mãe ou ambos são Hiperativos ou têm o código genético característico da Hiperatividade.

Se um o pai ou a mãe forem Hiperativos existem cerca de 30% da criança vir a ser Hiperativa e se ambos os pais forem Hiperativos existem cerca de 50% de probabilidades da criança vir a ser Hiperativa.

Mas para uma pessoa ser Hiperatividade não basta ter certas características genéticas.

Os genes da pessoa têm de ser afetados por determinados fatores ambientais durante as primeiras fases de desenvolvimento do cérebro da criança como a gravidez, o parto e os primeiros anos de vida.


Sintomas da Hiperatividade

O principal do sintoma da hiperatividade é quando uma criança ou adulto não está a conseguir ou não consegue aproveitar todo o seu potencial.

As crianças e adultos hiperativos são, na maior parte das vezes, pessoas com inteligência acima da média, carismáticos, cheios de energia, divertidos, “fáceis de gostar”, criativos,etc

Mas, infelizmente não conseguem gerir todas estas características para benefício próprio e das pessoas que os rodeiam.


Quais os Sintomas da Hiperatividade?

Normalmente a desatenção, a hiperatividade e impulsividade são os sintomas da Hiperatividade mais observados e considerados.

Mas existem muitos outros e muitas vezes parecem não estar relacionados.


Os principais sintomas da Hiperatividade são:

  • Dificuldade em terminar tarefas ou projetos
  • Facilidade em distrair-se
  • Dificuldade em concentrar-se
  • Problemas de organização e disciplina
  • Super concentração quando a informação e/ou tarefa é interessante ou estimulante.
  • Inteligência acima da média mas com resultados medíocres na escola ou trabalho.
  • Dificuldade em planear a médio e longo prazo
  • Maior facilidade em aprender com ajudas visuais ou através de movimento
  • Procura constante de novidades e aventuras
  • Ansiedade
  • Impulsividade
  • Inquietude
  • Criatividade acima da média
  • Bater com a parte da frente do pé ou calcanhares no chão, cruzar e descruzar as pernas constantemente
  • Bater com os dedos ou outros objetos como lápis na mesa
  • Dificuldade em adormecer e sono de fraca qualidade
  • “Cabeça na Lua”
  • Falta de tato, dizendo tudo o que vêm à cabeça sem pensar
  • Mudanças de humor ou disposição repentinas
  • Hiperatividade
  • Tiques nervosos principalmente nas pernas à noite na cama

Os sintomas da Hiperatividade são mais visíveis:

  1. Durante a tarde e noite
  2. Quando as tarefas são mais exigentes e complexas
  3. Quando a informação ou tarefa são pouco interessantes ou estimulantes
  4. Quando as situações exigem um comportamento mais controlado durante um espaço de tempo como um jantar num restaurante, uma reunião, uma conferência, uma aula ou igreja.

Outros sintomas da Hiperatividade menos explorados mas que ajudam ao correto diagnóstico

Apesar dos sintomas mais notórios serem responsabilidade do cérebro outras partes do corpo humano têm um papel importante na Hiperatividade.

O pescoço, a coluna, sistema imunitário, sistema digestivo e o sistema urinário estão envolvidos na Hiperatividade.

Por isso é que muitas crianças e adultos com Hiperatividade têm:

  • Problemas respiratórios como bronquite e asma
  • Má postura física
  • Um andar descoordenado ou desengonçado
  • Tendência para tropeçar, ir contra coisas, quedas e acidentes
  • Pouca habilidade com trabalhos ou atividades manuais
  • Fazer xixi na cama com uma idade avançada, muitas vezes com 8 e 9 anos